O autoconhecimento é muito mais do que um conceito ou mote de livros, mas sim uma filosofia de vida. Quantas vezes algum colega não lhe apontou algo sobre você que você nunca antes havia percebido? Quantas vezes não trocou de trabalho ou relacionamento e percebeu comportamentos que antes lhe pareciam normais e que agora parecem lhe trazer conflitos?
Quantas vezes não aprendeu diferentes e mais eficazes formas de agir com novos (as) parceiros (as), colegas, líderes, familiares? Parto do pressuposto de que estamos em constante aprendizado e evolução e que querer realizá-la dependerá apenas de nós mesmos. Todavia, é apenas por meio do outro e nos relacionamentos que conseguimos nos descobrir, conhecer-nos cada vez melhor e transformar-nos.
Como diria Jung, “o que nos irrita no outro poderá nos levar a uma compreensão maior de nós mesmos” e “a reunião de duas personalidades é como o contato de duas substâncias químicas, se houver alguma reação, ambas sairão transformadas”.
É por meio do relacionamento terapêutico que essa transformação poderá se dar curso. Além de minha experiência e dos estudos na área de Psicologia, a vantagem de fazer terapia comigo é o fato de que não estou vivendo a mesma exata dor ou situação que você. O simples fato de eu estar de fora, garantirá que eu possa ouvir melhor o que seu inconsciente e sombra têm a dizer, auxiliando-o (a) e apontando essas questões com carinho e acolhimento, nesse caminho de autoconhecimento e transformação.
Costumo apresentar-me como psicóloga integrativa por trazer esta visão de homem/mulher integral: considerando seus aspectos fisiológicos, psicoemocionais, sociais e espirituais.
O homem é herdeiro de uma série de instintos e comportamentos inatos que afetam suas ações, mas também é dotado de uma psique individual resultante da sociedade em que vive, que molda seus comportamentos, formas de pensar e de reagir emocionalmente. Ele sofre influência da família com a qual cresceu, que o impregnou das características individuais, moldando-o com as suas crenças, os seus padrões emocionais dominantes e as suas formas de agir no mundo. Tudo isso faz com que se crie um todo único, que pensa e se move com autonomia.
Além disso, tem toda uma dimensão transpessoal, uma essência que transcende a natureza, a família e a sociedade. Isso inspira valores enquanto aspira à beleza, ao amor incondicional, que possui uma sabedoria própria que ultrapassa a do eu egóico e a que podemos chamar de “Eu superior” ou “Self.”
O reconhecimento dessa dimensão espiritual do homem, que, muitas vezes, tende a levá-lo para além das limitações da natureza que o habita, da família que o marca e da sociedade que o circunscreve, permite descobrir um universo de exploração psicológica, ausente nas grandes correntes psicológicas anteriores, relevante tanto para compreender a saúde quanto a doença, e que alargou o espectro da compreensão psicológica do homem, integrando na psicologia a espiritualidade.